segunda-feira, 7 de julho de 2025

QUANDO PARECE SER EU, SINTO SER EU, MAS NA VERDADE É ELE




Uma vida só, oportuna na construção do caminho, na expectativa de conquistas e na dedicação de uma história cujo enredo é construído no acordar cada manhã, lutar cada dia e se render cada final de noite. 

A percepção se torna fina, quanto ao esforço, ao consolidar pensamentos em ações vitoriosas, no sentir as vibrações emocionais envolvidas em cada batalha diária. Afinal, estou dentro desse ambiente complexo, agradável, mas desafiador que é a vida.

Quando o desfecho é negativo, as dores, o choro, a decepção, o desestimulo,  batem à porta da alma, nos levam ao labirinto do sofrer sem entender. Não fica claro os propósitos que ferem interiormente. Aceitar é uma ação de continuar.

Diante do cenário vitorioso, uma alegria imensa, enxergar a satisfação que permeia desde a planta do pé até o último fio de cabelo da cabeça. Celebrar um banquete a mim mesmo e minha glória no conquistar. Sentir-se alguém importante, valorizar cada luta menor até chegar no ponto final da conquista.

Vivendo atolado nesse misto de emoções nos altos e baixos da vida, existe a verdade. 

Verdade que me desafia ao entendimento de que em ambos os polos, seja alto ou baixo,  não é sobre mim, é sobre Ele. aquele que trouxe-me a esse mundo com um propósito definido, na trajetória mais improvável que se podia imaginar nessa vida. 

No polo de baixos, onde houver dor, sofrer, repensar, reconstruir, recomeçar, Ele estava lá, olhando minhas lágrimas, me erguendo emocionalmente, me fazendo entender que não era sobre mim. Quando nos altos picos, eu tentando deixar ele abaixo de mim, eu tentando enxergar tudo lá de cima, Ele no entanto com seu zelo e cuidado quanto a mim, me fazia perceber a necessidade de me esvaziar de mim mesmo e celebrar a conquista vinda por portas que se abrem não por mim, mas por Ele mesmo.

De fato, não é sobre mim, é sim, sobre Ele em mim. Sendo reconfigurado em cada passo na direção da vontade dEle, sendo desenvolvido em minhas ações de amor e dedicação. Até um dia chegar ao pleno entendimento de que não sou eu, mas Ele vive em mim, sou um pequeno reflexo dEle em minha própria vida.

Cristo em nós, a esperança de Sua glória.  

"Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória; " Colossenses 1:27



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Não permita que as cicatrizes sentenciem quem você deve ser

 


Um dos maiores desafios da natureza humana é o ato de parar, analisar suas ações, ser honesto na auto avaliação, reconhecer suas falhas e se dispor a uma mudança de rota comportamental.

Carregamos uma herança de vida, experiências de uma infância, adolescência e juventude que nem sempre nos ajudaram quanto ao caminho de bons exemplos de comportamento, relacionamento e decisões.

Não devemos negar nossa história passada, aquilo que compõe quem somos, os maus bocados que nos tornaram os amáveis rudes de hoje, ou até mesmo, os bons momentos escassos e raros numa linha de labutas e dedicação em crescer, sobreviver, vencer (nos termos que nos foram embutidos a essência da palavra). Somos o que vivemos, as marcas são nossas, as lagrimas são nossas, tais manifestações da alma em momentos de dor e também nos de superação, de realização, de conquistas emocionais, intelectuais e também financeiras. 

O desafio não é contar a história que nos orgulha por uma superação e conquista, seja lá o que conquistamos. Também não é a comiseração por tudo que vivemos. Mas o desafio é entender que foi-nos permitido viver tudo que vivemos e os vitoriosos são aqueles que dentro de suas marcas conseguem escolher as que perdurarão em nossas almas e as que devem ser cobertas, superadas, colocadas à disposição do remédio mais forte que conhecemos, o perdão. O desafio é não permitir que as marcas desagradáveis nos impeçam de celebrar as coisas boas que vivemos e alcançamos nessa vida. Esse estágio da alma não pode ser conquistado apenas pela força de vontade, ou pela dedicação em conhecer a si mesmo.

Essa labuta interior que cada um carrega, ou trava, se torna possível e encorajadora, quando entendemos a pessoa que é o maior exemplo de vida em amor, humilhação em prol de outros, perdão e compaixão. Esse exemplo nos garante que "se alguém está nEle, é uma nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas!" conforme escreve o Apóstolo Paulo em sua segunda carta endereçada aos Coríntios, capítulo cinco, versículo dezessete. É obvio que estamos falando de Jesus Cristo. NEle nosso fardo se torna suave e o nosso jugo suave. 

Portanto, há um modelo a ser seguido. Alguém que mesmo vivendo experiências amargosas não se tornou amargo; alguém que mesmo maltratado não maltratou, antes amou e perdoou; Alguém que se humilhou, teve compaixão e se entregou por amor a quem não merecia. O que nos define não são as marcas do mundo, mas sim as marcas de Cristo em nossas vidas: Amor, humilhação, perdão, compaixão, sacrifício. 

Que Ele nos ajude a superar e seguir os Seus passos.

Pr.Abnaildo Durães

 

segunda-feira, 13 de maio de 2024

MINHA FAMÍLIA NO CAMPO DE AÇÃO - MISSÃO DE DEUS

MINHA FAMÍLIA NO CAMPO DE AÇÃO - MISSÃO DE DEUS


Josué 24.15

Uma das questões mais importante para refletirmos sobre a família, está no sentido maior pelo qual o Senhor nos deu a mesma. É claro, evidente, o que a Bíblia nos traz quanto a nossa responsabilidade diante da família. Família é um Presente que o Senhor nos Entrega para Cuidarmos dele todos os dias de nossa vida.

Quando a Bíblia traz a ordem de Cristo na Grande Comissão, os evangelhos nos trazem a dimensão dessa expansão de forma clara: Jerusalém, Judéia, Galileia e até os confins da terra. Olhando esse texto, podemos sim, entender não apenas territorialmente, mas também emocionalmente. Seria como ouvir de Deus: “Comece em casa e vá até onde Eu te mostrarei”. Sendo assim, olhamos a ordem para fazer discípulos começando em casa, nós precisamos viver intensamente para Deus e discipuLAR. 

Fazer discípulos de Cristo dentro da nossa casa, nossa família é nosso primeiro grupo de discipulado. Nossa família é nosso primeiro campo missionário. Nossa família precisa da nossa dedicação em ensinar a Palavra, em mostrar exemplo de vida na Palavra.

Desafiamos você a dedicar esse mês à sua família, adote o culto no Lar, leve sua família para ouvir sobre temas importantes nas programações das Igreja que utilizam esse mês como o mês da Família. Quanto ao mais, que aprendamos juntos como tornar nossa família ativa em Deus em dedicação na Missão da Igreja, eficaz em seu campo de ação.

 

Pr. Abnaildo Durães

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Disposto a ver todos mudarem, menos eu

Respondeu Jesus: 

"Digo-lhe a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito."  João 3:5

    Transformação, Metanoia (mudança de direção, mente), Regeneração. Termos que tentam, as vezes até conseguem em certas proporções, descrever o que é uma nova vida com Deus por meio da Salvação obtida em Cristo Jesus. Mudança de comportamento seria uma expressão mais geral. "Aquele que roubava, não roube mais, etc..."

    Em nosso contexto, assim como em contextos diversos na história do Cristianismo, encontramos pessoas e mais pessoas que "parecem" não ter entendido o chamado que Jesus fez ao Seu povo: Ter uma nova vida, modificar os comportamentos que são contraditórios à Sua Palavra. A consequência dessa visão torpe, nos dias de hoje, são igreja (templos) cheios de pessoas que pensam estar servindo ao Senhor conforme o Seu chamado, mas na verdade estão apenas transmitindo o chamado para que outros possam atendê-lo, porém, não vivem a prática da vida Cristã que Jesus ensinou.

    Cada vez mais vemos a Igreja chamada: Igreja Ativa, Avivada, Missional e etc... tendo dificuldades em levar seus membros à uma vida de intimidade com Seu Deus, deixando seus pecados e passando a agradar a Ele, conforme o Breve Catecismo de Westminster nos orienta na sua pergunta de número 4 (Qual o fim principal do homem? Resposta: Glorificar a Deus e Alegra-lo para sempre). Confundindo como sempre o SER de Deus com o apenas FAZER pra Deus. Quem vive para SER de Deus, naturalmente FARÁ o que está no coração de Desu segundo a Sua Palavra. Porém, que vive apenas no FAZER para Deus, esses continuam com suas vidas distantes de Deus e usam a Religião como apenas ou uma forma de penitencia por suas prática erradas ou buscando uma prospecção pessoal diante dos outros. Mateus 7.22 e 23 - Muitos me dirão naquele dia: 'Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?' Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês que praticam o mal!

    Precisamos portanto, aprender e estar disposto a lutar pela mudança cotidiana diante da Palavra de Deus e não apenas viver apresentando essa verdade que não vivemos para as outras pessoas e ainda nos achando como os maiorais embaixadores do Evangelho de Cristo. Somos Seus servos, precisamos viver por ordem dEle, precisamos proclamar por ordem dEle. Que Ele nos auxilie no sermos mais dedicados na vida com Ele, nos sonhor que vem dEle e assim continuar eficientemente a proclamação do nosso Senhor e Sua Obra. Queira a Mudança que você prega!!!

Respondeu Jesus: " 'Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento'. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: 'Ame o seu próximo como a si mesmo'. Mateus 22.37-39

Que Ele nos ajude!!!

Pr.Abnaildo Durães

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

O FUNDO DO POÇO REVELA QUEM NÓS SOMOS



O fundo do poço? Que poço?

Se a alegoria nos permitir, podemos então pensar: Poço da saúde material financeira, ou da vida saudável fisicamente e mentalmente, ou saúde emocional. A Bíblia nos traz um belo exemplo em 1 Samuel 30, acontecido com Davi e seus homens, esse aponta para terceira opção de fundo do poço citada acima.

A pergunta que deve ser feita ao chegarmos no fundo do poço, seja qual for ele, é: E agora Senhor, o que devo fazer? fico nessa situação de lamento? Ou eu saio dessa situação e vou em busca resolver, reconquistar, reconstruir? A luta será sempre sobre a mente questionadora e o emocional abalado que mata a autoestima: Será que você conseguirá?

É interessante olhar a história do homem segundo o coração de Deus em uma das situações mais difíceis da sua vida.

De forma simples e bem superficial, percebemos que o fundo do poço pra Davi gerou 2 sentimentos difíceis de serem trabalhados com coerência e clareza:

FRACASSO - Por questão de honra, Davi que estava morando de favor em uma das cidades de propriedade dos Filisteus, Ziclague, se vê na situação de deixar as mulheres, crianças e idosos sem a proteção dos seus exército. Sai então e volta caminho de três dias, isso porque os filisteus que estavam indo ao encontro batalha do povo Deus e temeram que Davi se rebelasse e ajudasse o povo de Deus. Então dispensado da atitude honrosa, Davi volta com seu exército e encontra a cidade de Ziclague queimada e o povo levado prisioneiro. Davi se enxerga um fracassado e por essa razão, também, chora até perder as forças.

CULPA – O exército composto de homens fieis a ele em diversas lutas, agora, após chorarem até perderem suas forças, culpam Davi pela perca e ameaçam apedrejá-lo. Davi passa por mais uma descarga de sentimento de culpa. Se sente culpado, se vê ameaçado.

Mas, como dissemos no tema, o fundo do poço revela quem nós somos.

O fundo do poço revela nossas crenças, nossos valores, onde colocamos nossa segurança, onde está ancorada nossa alma, nossos sentimentos, pensamentos, desejos mais profundo e nossas escolhas.

O fundo do poço revela um Davi que em meio a toda essa dor que estava vivendo, confiava e dependia da sua fé em Deus. O texto diz que em meio as ameaças, Davi vai até a única pessoa naquele lugar que podia invocar ao Senhor e pergunta para Deus: Subiremos em busca das nossas famílias Senhor? Alcançá-las-emos? Ele estava pronto a buscar o desejo do seu coração, mas submeteu esse coração à diretriz dada por Deus.

Dificil situação, mais difícil ainda é parar diante do fundo do povo e não se desesperar, é parar diante da situação, onde não enxergamos a luz no fim do túnel e confiar que a orientação do Senhor deve ser seguida ainda que nos custe chorar as percas.

Diante dessa história Bíblica devemos lembrar que o fundo do poço nos dirá quem somos ou nos revelará. Então:

1. Cuidado, confiar em Deu não garante que tudo acontecerá como desejamos ou planejamos. O excesso de confiança nos faz tomar decisões que nos gera perca, pense nisso. Temos obrigações de honrar, mas temos obrigações de proteger o que é nosso.

 2. Lembre-se –se que Deus pode até permitir o fundo do poço, mas Ele sempre estará conosco e pronto pra nos orientar se o clamarmos. Deus permitiu Ziclague ser conquistada, mas, ao contrário do que era a praxe da época, nenhuma das mulheres, crianças ou idosos foram mortos.

 3. O primeiro passo para sair do fundo do posso deve ser de buscar em Deus as respostas aos nossos questionamentos mais doloridos nessa vida, esmo que ela não nos agrade.

Davi ouviu do Senhor que deveria buscar e recuperar as famílias, como de fato aconteceu. Mas quando ele se coloca em um questionamento a Deus, Deus poderia ter dito não e ele teria que viver com tudo aquilo.

 Na hora que tudo está ruim é que os corações se mostram firmes ou não no Senhor.

 Que ele nos abençoe e tenha misericórdia de nós.

 

Pr.Abnaildo Durães

quarta-feira, 15 de março de 2017

SER O SEGUNDO EM TUDO, ALVO INALCANÇAVEL



"Eu sou o melhor do melhor do mundo em..."
 Personagem do Eduardo Sterblitch no programa Pânico na TV

Existe uma bela canção dos arrais (https://www.youtube.com/watch?v=8DicUn8y6zw), que traz a expressão que intitula essa nossa breve reflexão. Ouvindo-os, meu coração foi impactado com a verdade que o Evangelho traz como desafio para toda nossa vida: ser o segundo em tudo que vivermos.

O Evangelho de Mateus, no capítulo 6, versos 25 ao 34, traz esse difícil alvo de vida. Deixar em segundo lugar as nossas necessidades, nossos anseios mais profundos quanto a materialidade da vida. Pode parecer lindo, uma poesia bem composta e que chega nos emocionar diante de Deus, porém, não é um alvo alcançável nessa vida. Esse alvo é o combustível, a motivação, para vivermos toda a vida. É complicado, porém louvável, entender que preciso viver toda a minha vida renunciando minhas próprias vontades quando elas forem sobressair à vontade de Deus em Sua Palavra, e ao mesmo tempo saber que vou viver toda essa vida e via de regra me pegarei sendo o primeiro. É uma corrida onde temos que ter o dom do entendimento onde o menos é mais, onde importa que agrade a Deus nessa vida e não que eu chegue com louvores materiais ao final da minha jornada aqui na terra.

O alvo é inalcançável, porém, um alvo que nos leva a viver toda a vida no amor de Cristo e na preocupação não apenas com minhas necessidades, mas também com o mundo que me rodeia. Como diz o sábio Salomão em Provérbios 4.8 “a vereda do justo é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”. O final dessa vereda, ou alcance desse alvo só na eternidade com Deus.

Determinar o não alcançável é perceber que após a queda de Adão, todos somos uma sociedade caída, nosso coração está cheio de desejos que nos levam a buscar em primeiro lugar nossa própria glória. Nem sempre conseguimos amar nosso próximo como a nós mesmos, nem sempre conseguimos amar a Deus acima de todas as coisas, cumprir seus mandamentos implica em renunciar meus super desejos materiais e me preocupar com a gerencia desse mundo, em cuidar do meio ambiente, em cuidar da fauna, flora, em ser mais proativo na restauração do homem que é imagem e semelhança de Deus e vive às margens da sociedade, marginalizado, escravizado pelos vícios, pelo pecado. Como um coração tão vaidoso como o nosso irá conseguirá ser “o segundo em tudo que viver” ?

Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. É o que diz o verso 34 do texto de Mateus 6. O maior empecilho para uma vida nos moldes de um coração grato a Deus por tudo que recebemos nessa vida é justamente nossa preocupação com o dia de amanhã. Lutamos cegamente para construir o castelo de sonhos que viveremos amanhã, e esse amanhã nunca chega. Deixamos de ter boas ações durante toda uma vida porque estávamos ocupados construindo o inconstruível, visto que nossos corações jamais estarão satisfeitos. Sempre queremos mais, e mais, e mais. Perdemos a oportunidade de viver a coisa mais preciosa desse mundo: o relacionamento com Deus e com as pessoas. Não é atoa que Jesus diz exatamente isso: Amará o teu Deus acima de tudo e Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Se o que temos feito com nosso próximo for exatamente como amamos a nós mesmos...então nos faltar amor próprio. 

Portanto, nosso desejo precisa ser diariamente em priorizar a vida com Deus, ler a Palavra, orar mais, manifestar ao próximo as ações de amor que a Bíblia nos ensina; Não dê apenas pão ao necessitado, dê também um pouco do seu tempo; Se preocupe mais com o meio ambiente, recicle, limpe; Seja mais dedicado em visitar sua família; Honre teu pai e tua mãe; Respeite mais; Não dê jeitinhos para tua vida driblando as leis, faça o certo, mesmo custando um pouco mais de sofrimento; Seja mais humano, sendo um pouco mais celestial; Lembre-se que você não é um estranho nesse mundo, você é filho de Deus e como filho tem o dever de cuidar de tudo que Ele deixou sobre a tua responsabilidade; Renuncie um pouco mais, seja o segundo em tudo e torne Deus o primeiro em tudo em sua vida.

Que Ele nos ajude,

Pr. Abnaildo Durães

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Sacrifícios de uma vida como plumas ao vento





A filosofia mais encontrada na atualidade é a do provérbio português “risinho pronto, miolo chocho”. Seria como viver caminhando e cantando sem nem mesmo entender o porquê da caminhada, nem mesmo saber onde a caminhada deve chegar, nem mesmo entender porque ela começou.  Enquanto muitos tentam a mudança de uma sociedade por meio da renovação da mente, da forma de pensar sobre o ser, o meio, os meios, a igualdade indiscriminada, a dignidade de existência e tantos valores hoje precários, outros são determinados na lutar para instalar valores que nunca conseguiram sequer colocar em prática. Atropelam seus princípios mais básicos na justificativa de desconstruir para construir. Cada vez mais a luta pela paz tem sido na base da guerra, a busca do amor ao próximo passa pelo atropelar muitos outros próximos. Perdemos muitas vezes o entendimento que a conquista do sonho precisa ser sim valorizada pelas armas que foram utilizadas nessa batalha ferrenha da restauração de uma sociedade justa.

A vida é curta, como diz a Bíblia, no máximo 120 anos, passando de 80 apenas canseiras e enfado. Precisamos o quando antes nesse ínterim entender o que vale a pena e pelo que devemos nos empenhar nessa caminhada breve. Muitos gastam suas vidas em uma luta constante e chega ao final de sua vida com o sentimento expresso pelo Apóstolo Paulo quando disse “combati o bom combate, completei a carreira e guardei minha fé”. Felizes olham ao findar da lida e percebem que o legado deixado foi de suma importância para a família, amigos, a sociedade e etc. Entendem que lutaram e honraram os seus ideais, a ideologia de vida, de fato seguiram uma normativa de vida que valeu a pena. Agora, muitos, muitos mesmo, chegam ao final da carreira dessa vida, olham para tudo que viveram e não sabem porque viveram, para que viveram, lutaram por ideais que não acreditam ter sido relevante nem pra si e nem pra os que o rodearam.  Não conseguem nem mesmo responder em que acreditavam, não consegue descrever qual era o sonho de sua vida. Passaram por toda uma breve vida sem ter objetivos, levados como plumas ao vento de um lado para outro. Alguns podem dizer que foram fruto do meio e sua dificuldade. Outros que não tiveram a ação de uma “sorte” financeira, cultural e etc. Deixando de observar que muitos na mesma situação de dificuldade decidiram lutar para ser relevante nesse mundo e buscou o tempo inteiro uma mudança interior e social.

Uma vida sacrificial é diferente de uma vida de sacrifícios. A escolha de se sacrificar para ser relevante na sociedade, na família e na vida de pessoas em outros âmbitos de convívio é uma escolha de privilegiados. É um ato de amor, de entendimento do segundo mandamento resumido por Cristo: Amar ao próximo como a si mesmo. Parte de um pressuposto bíblico onde todo ser humano, independente da situação de vida, é imagem e semelhança do próprio Deus. É o perceber que o centro da vida não é o meu próprio umbigo.

A escolha de aceitar a zona de conforto como ideal de vida é o ato de passar pelas dificuldades dessa vida sem ter um ideal maior. Essa é a escolha de sofrer por nada. No mundo teremos aflições, como disse Jesus. Posso passar por essas aflições lutando para ser relevante ou viver jogado por ventos de doutrinas humanistas, sem sentido, sem me envolver na luta de um mundo melhor para mim e para todos os habitantes dele.  Acovardar-se é sem dúvida o ato de viver pra mim mesmo e sonhar meu sonho imenso que cabe na caixa de fósforo que jamais abrirei. Eu não sou o centro dessa vida.

Portanto, precisamos lembrar das palavras de Cristo: Amar a Deus acima de todas as coisas, amar ao próximo como a si mesmo. Amar a Deus fazendo valer o que desde o princípio Ele cobra de nós, cuidar do mundo, gerenciar o que Ele criou, zelar pelo meio ambiente, zelar pala flora, pela fauna. Lutar para que todos os homens tenham o melhor dessa vida. Cuidar do necessitado (não apenas o da minha família), construir uma sociedade melhor, mais justa, com profissionais tementes a Deus e que se preocupam com o próximo. Devo portanto ser o melhor em tudo que faço, ser honesto, ser dedicado, ser consciente, ser humano. A vida é curta demais, não vale a pena viver e não ser usado pelos princípios da Palavra de Deus na transformação desse mundo.

Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus. Não vos torneis causa de tropeço nem a judeus, nem a gregos, nem a igreja de Deus; assim como também eu em tudo procuro agradar a todos, não buscando o meu próprio proveito, mas o de muitos, para que sejam salvos”.1 Coríntios 10.31-33

Em Cristo,

Pr.Abnaildo Durães

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

ESCOLHENDO O LADO PERIGOSO DA VIDA




Já dançou com o demônio sob o pálido luar?


Essa frase é dita pelo Coringa (o incorporado pelo grande Jack Nicholson) no primeiro Batman de Tim Burton (1989). "Dançar com o demônio" é uma metáfora para trabalhar alguma coisa que é uma antítese do que se acredita. Soa como o ato de passar pelo perigo e sair ileso, ter satisfação em colocar a vida em risco, fazer algo impossível, temeroso, contra os princípios normais. Tem muitos significados dependendo da leitura de cada um. No filme, a frase é utilizada como uma confissão do coringa sobre a morte dos pais de Bruce Wayne. 


Seria o desafiador momento de viver o inusitado, temido por muitos, a adrenalina de fazer o que poucos têm coragem, o ato de viver na contramão da sociedade, a falsa sensação de liberdade e a entrega total ao “eu posso”? Ou, seria a acusação de um ato perigoso, onde não se tem a noção de que o momento é de possível perca, da amizade com o maléfico, a exposição ao perigo sem ter suas ações passadas pelo crivo da razão?


Temos perdidos muitos jovens, adolescentes e não poucos adultos para o mundo dos vícios. Esses, diversificados, desde o mais leve e simples como o mais profundo e perigoso. Se te mostrares fraco no dia da angústia, é que a tua força é pequena (Provérbios 24.10). Cada vez mais, a busca de uma sensação anestesiante, o alívio por um momento da dura realidade, tem sido a porta escolhida. A busca desenfreada da adrenalina para a vida. O desafogo do sofrimento ou relax da tensão e até mesmo o curtir o momento de glória. São muitos os motivos constatados pelos especialistas.


Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia (I Coríntios 10.12). A linha é tênue de fato. Maioria das pessoas que entram no mundo dos vícios diz que tem o controle e que deixam a hora que desejarem. Uma falsa certeza, uma autodefesa imensa quanto a constatação que estão atolados e dependentes da escolha viciante que colocaram em suas vidas. 

Dizer não a um convite ao prazer  não é fácil. O vício traz o prazer momentâneo. Mas todo vício cega o entendimento, faz escolhê-lo mesmo quando leva a tirar a qualidade de tempo para a família, mesmo quando faz deixar de lado o relacionar-se e caminhar ao isolamento. A cegueira tem levado pais de família ao alcoolismo, tem levado casais à traição, filhos à decadência emocional e profissional, muitos à prisão, outros a culpa por tirar a vida dos que amam. Uma dança aparentemente prazerosa mas com seu final de destruição e desgraça.


A dica que fica é simples, porém de suma importância: Não aceite o convite de uma dança com o demônio. O preço dessa dança pode ser muito alto, talvez não tenha volta. A satisfação do momento dançante, em êxtase, com o pálido luar de testemunha, dando a sensação de coragem, controle e realização pessoal momentânea pode gerar um mal irreparável aos que estão ao redor e principalmente à própria vida. Nossa esperança aos que estão na dúvida sobre aceitar o convite está no texto bíblico citado acima: “...cuide-se para que não caia”. Nossa esperança aos que aceitaram esse convite e hoje não conseguem parar essa dança destruidora é: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8.32). Essa dança é uma mentira. Ela não trará solução aos teus problemas e dificuldades nessa vida. Viva a verdade! Seja consciente da fragilidade emocional e busque a liberdade de uma vida nos braços da paz, com o luar estrelado, ou com o sol em seu brilho intenso, ou com a garoa em seu rosto. Uma dança eterna com o criador de todas as coisas. 

Afinal, você está disposto a escolher não apenas uma dança, mas a ter um relacionamento intenso com Aquele que mais te ama? Vinde a mim todos os que estais cansados de carregar suas pesadas cargas, e Eu vos darei descanso (Mateus 11.28). Esse convite é feito a todos para realizar-se no cenário mais importante, a realidade. Com a paisagem mais desafiadora e passível de ser repaginada, modificada a cada dia, a sua vida.

Que Deus nos ajude!

Pr. Abnaildo Durães