Um dos maiores desafios da natureza humana é o ato de parar, analisar suas ações, ser honesto na auto avaliação, reconhecer suas falhas e se dispor a uma mudança de rota comportamental.
Carregamos uma herança de vida, experiências de uma infância, adolescência e juventude que nem sempre nos ajudaram quanto ao caminho de bons exemplos de comportamento, relacionamento e decisões.
Não devemos negar nossa história passada, aquilo que compõe quem somos, os maus bocados que nos tornaram os amáveis rudes de hoje, ou até mesmo, os bons momentos escassos e raros numa linha de labutas e dedicação em crescer, sobreviver, vencer (nos termos que nos foram embutidos a essência da palavra). Somos o que vivemos, as marcas são nossas, as lagrimas são nossas, tais manifestações da alma em momentos de dor e também nos de superação, de realização, de conquistas emocionais, intelectuais e também financeiras.
O desafio não é contar a história que nos orgulha por uma superação e conquista, seja lá o que conquistamos. Também não é a comiseração por tudo que vivemos. Mas o desafio é entender que foi-nos permitido viver tudo que vivemos e os vitoriosos são aqueles que dentro de suas marcas conseguem escolher as que perdurarão em nossas almas e as que devem ser cobertas, superadas, colocadas à disposição do remédio mais forte que conhecemos, o perdão. O desafio é não permitir que as marcas desagradáveis nos impeçam de celebrar as coisas boas que vivemos e alcançamos nessa vida. Esse estágio da alma não pode ser conquistado apenas pela força de vontade, ou pela dedicação em conhecer a si mesmo.
Essa labuta interior que cada um carrega, ou trava, se torna possível e encorajadora, quando entendemos a pessoa que é o maior exemplo de vida em amor, humilhação em prol de outros, perdão e compaixão. Esse exemplo nos garante que "se alguém está nEle, é uma nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas!" conforme escreve o Apóstolo Paulo em sua segunda carta endereçada aos Coríntios, capítulo cinco, versículo dezessete. É obvio que estamos falando de Jesus Cristo. NEle nosso fardo se torna suave e o nosso jugo suave.
Portanto, há um modelo a ser seguido. Alguém que mesmo vivendo experiências amargosas não se tornou amargo; alguém que mesmo maltratado não maltratou, antes amou e perdoou; Alguém que se humilhou, teve compaixão e se entregou por amor a quem não merecia. O que nos define não são as marcas do mundo, mas sim as marcas de Cristo em nossas vidas: Amor, humilhação, perdão, compaixão, sacrifício.
Que Ele nos ajude a superar e seguir os Seus passos.
Pr.Abnaildo Durães

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