quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O SILÊNCIO DOS QUE ENTENDEM


Martin Luther King disse certa vez: 
"O que me preocupa não é o grito dos maus. mas o silêncio dos bons". 

O nosso País tem vivido nos últimos dias uma onda de manifestações. São de forma diferenciada e distintas em seus propósitos e métodos. Desde a mais famosa motivação “Não é pelos 20 centavos”, onde ouve quebradeira, violência, saques e etc. ou a manifestação pacífica para apoiar um suposto ou possível impeachment da liderança maior nos dias de hoje.
Questiono-me por vezes se esse é o sentido da frase de Luther King. O silêncio dos bons ou o grito dos maus? Ficando em uma “sinuca de bico” como dizem, preciso colocar essa verdade no contexto do coração do autor. A preocupação gerada era referente a opressão e não manifestação dos bons diante de uma maioria má quanto aos seus direitos ou quanto a verdade maravilhosa de que estavam munidos?
É certo que bom há um só que é Deus, conforme resposta de Jesus ao jovem rico (Mateus 10.17,18), mas podemos entender o que de fato era o cerne da questão colocada por Luther King: Cada vez mais, ficamos preocupados não apenas com a sociedade que se corrompe cada vez mais, mas, nos preocupamos mais ainda, quando os Cristãos se calam diante da necessidade de um mundo que não entende a Salvação em Cristo.
       Atos 18.9, há uma resposta quanto a falar diante das dificuldades proferida ao Apóstolo Paulo "Fale e não te cales, eu serei contigo". Olhando o Antigo Testamento, observamos o texto clássico de Josué 1.1-9, onde a ênfase é não te desvies e não "cesses de falar desse livro da Lei". Tantos e tantos outros textos nos levam a entender que o silêncio da Igreja é uma estratégia de satanás para piorar uma sociedade corrompida. Podemos pensar de forma Calvinista e entender bem que a salvação compete a Deus, Ele sabe os que são dEle. A nós cabe apenas o falar da Palavra de Deus "em tempo ou fora de tempo".

            Como os que “entendem” devem proceder? O plano é de Deus e portanto não faço nada além do que me foi proposto. Preciso entender não apenas na simplicidade de vida mas na dedicação de vida em falar, mostrar o exemplo, dar testemunho que vivemos com Cristo e para Cristo. Cabe-nos sim, ser mais incisivos na demonstração de vida baseada na Palavra de Deus para que o mundo saiba o privilégio de sermos dEle todos os dias e cada dia mais que o outro.

            Portanto queridos, faça um breve questionamento sobre como anda sua vida com Deus e a aplicação dos Seus ensinamentos no dia-a-dia.

1. Você fala de Cristo sempre que tem oportunidade?
2. Você procura gerar essas oportunidades par falar dEle?
3. Você ora a Deus pedindo a Ele para colocar oportunidades na sua vida de Testemunhar dEle?

            São pequenos questionamentos que nos levam a não deixar o silêncio chegar a nós. Falar de Deus, do Seu Filho, do Plano de Salvação, precisa ser uma prioridade em nossa vida. Ore mais, leia a Bíblia todos os dias, tenha seu tempo de devocional todos os dias, exercite o pregar o evangelho. Peça ajuda se tiver dificuldades. Mas, não silencie diante das "pedras que clamam".


Deus tenha misericórdia de nós.

Em Cristo,

Pr. Abnaildo Durães

2 comentários:

  1. Falar da palavra de Deus é obrigação de todo cristão. Conhecer a Deus, amá-lo acima de tudo e buscar a palavra deve ser sempre prioridade em nossas vidas, para que possamos pregar o evangelho a toda criatura.

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  2. Isso mesmo.
    Mas, parece, que muitas vezes esquecemos essa ordem de FAZER DISCÍPULOS, e nos acomodamos.
    Que Deus tenha misericórdia de nós e nos disperte para falar sempre!!!

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