terça-feira, 5 de maio de 2026

Conexões de uma religiosidade disfarçadas de amor


 Ide e fazer discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, Filho e Espírito Santo, e ensinando-os a obedecer às suas ordens, com a promessa de sua presença constante até o fim. (Mateus 28:19-20)


A ideia de um Evangelho eficiente em nossos dias está ligada ao ato de práticas visíveis de amor encarnado em ações sociais constantes, aceitação sem restrições, sem julgamentos e vivência relativista da verdade bíblica. Isso se torna visível quando observamos as redes sociais de muitas igrejas, de placas diferentes, mas com a mesma exploração da imagem de cuidado aos necessitados e marginalizados em nossos dias. Redes sociais repletas de exposição da miséria e de uma ação com a mão à mostra e não escondida ao cuidar dos mais necessitados. Realidade de igrejas que não confrontam práticas que contrariam a Palavra de Deus.

Quando estudamos a história da Igreja, observamos que desde o século I, havia uma prática de polos distorcidos e não centralidade da verdade que o Evangelho traz, isso quanto ao cuidado com o ser humano e a Evangelização. De um lado o não cuidado prático no envolvimento social e em outros momentos o exagero que desfoca o real alvo da prática Cristã junto ao ser humano.

O fato comprovado historicamente é o desafio da Igreja fiel aos ensinos de Cristo conforme a Palavra nos ensina. a proclamação que ensina a verdade do Evangelho e se envolve no cuidado do homem imagem e semelhança do Senhor. Ou seja, um cuidado Integral com o ser humano, social e espiritual.

As características da igreja do século XV são interessantes, um período recheado de desenvolvimento no campo das artes, da ciência, progresso da igreja e realeza em Ascenção. a Renascença com seus aspectos de crescimento e de sofrimento financeiro por parte de muitos. A calamidade e suas oportunidades. O deslocamento de famílias em busca de lugares onde pudessem promover seu sustento. Muitas dessas famílias marginalizadas, sem recursos e em pleno sofrimento social, emocionalmente e espiritualmente. A religião se destaca no espalhar migalhas de cuidado social e atitudes em ser escravizante psicologicamente.

Surge nesse período nomes que trabalharam o conceito de uma missão integral por parte da Igreja. Dos principais, surge Lutero e Calvino. A preocupação era quanto a prática de conexões feitas pela igreja em sua religiosidade e disfarçadas de amor, mas com um conteúdo de fidelizar e explorar. Os reformadores trazem o que a Palavra de Deus ensina, clamam para que a igreja volte ao centro da vontade de Deus e cumpra sua missão.

A Missão precisa ser de forma integral. Os dias passam e o que vemos são dias parecidos com a história dos séculos atrás. A história é cíclica. Nos dias atuais, observamos a igreja em uma prática polarizada, ora vivendo a prática assistencialista com intensidade e desprovida de espiritualidade, ora cheia de espiritualidade ritualista e sem prática social em amor ao próximo.

A igreja assistencialista gera uma graça barata, o que mais importa é cuidar do ser humano. Não julgar e assim não ensinar a verdade bíblica, a qual diante dessa postura, se torna relativa. O outro polo vemos a Igreja ritualista e conservadorista, fria em suas ações, preocupada com a salvação e desprovida de amor e zelo com a situação debilitada dos que não tem uma túnica.

A solução é lógica, porém, nem sempre vemos ser colocada em prática ou pregada nas igrejas. O fazer da Igreja precisa ser como parte do ser como o Senhor orientou. Colocar em prática como Ele nos ensinou quanto a criação e ensino dos nossos filhos: Enquanto andamos pelo caminho. Então, enquanto cuidamos das necessidades dos ser humano, nós também, concomitantemente, ensinamos a Palavra e desafiamos ao arrependimento e a deixar suas práticas erradas que desagradam a Deus.

A Evangelização deve ser feita no processo de cuidado. Não podemos, portanto, negociar os princípios da Palavra de Deus. Devemos cuidar e ensinar tudo o que de Cristo aprendemos. Cuidarmos do ser humano psicologicamente, emocionalmente, financeiramente e ao mesmo tempo ter o foco maior no cuidado espiritual de cada um. Cuidar das pessoas e apontar o caminho, convidando a virem como estão e aprender a verdade e segui-la. O desafio de levar a igreja a aprender viver uma conexão de amor com fidelidade e firmeza na verdade do Evangelho de Cristo.

Nele,
Rev. Abnaildo Durães



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